PM e Guarda Municipal agridem estudantes que realizavam manifestação contra o aumento da passagem

Truculência. Esta é a principal característica do Governo Paulo Hartung quando o assunto é sociedade civil organizada e combativa. Nesta terça-feira, dia 9 de março, o alvo foram os estudantes secundaristas e universitários, que realizavam manifestação pacífica em Vitória, exigindo a redução da passagem e a democratização do Conselho Tarifário.

De acordo com Vitor César Noronha, do Diretório Central dos Estudantes da Ufes (DCE/Ufes), os manifestantes haviam acabado de ocupar parcialmente a Avenida Beira Mar, quando foram avisados pela Polícia Militar e pela Guarda Municipal que teriam de abrir espaço para duas ambulâncias, que se aproximavam.

“Liberamos a pista e fomos para a calçada, mas claro, nenhuma ambulância apareceu. Tentamos retornar para faixa e fomos agredidos pela Polícia Militar, que fazia um cordão de isolamento”. De acordo com o diretor do DCE, um secundarista menor de idade foi arrastado pelos cabelos por um policial, e outro, agredido brutalmente com um cacetete.

A ação violenta da PM não surpreende Vitor, que lembrou que fato parecido e mais brutal aconteceu em 2005, quando estudantes foram baleados com bala de borracha quando também protestavam contra o aumento das passagens. “Podemos ver uma política contínua de repressão do Movimento Passe Livre no governo PH. Nossa avaliação é que ele não chegaria a este nível de novo, já que está sofrendo diversas denúncias que apontam violações graves aos Direitos Humanos nos presídios estaduais. Achamos que ele não ia querer se indispor com a opinião pública, mas não foi isso que aconteceu”, afirma.


Bandeiras do Movimento Passe Livre
A manifestação de terça-feira foi organizada diante da recusa da Ceturb em cumprir acordo firmado quando os estudantes ocuparam o prédio do Setpes, em fevereiro deste ano, depois de mais um aumento abusivo no preço das passagens. O acordado entre manifestantes e empresas de transporte (Ceturb e Setpes) era a realização de uma reunião do Cotar (Conselho Tarifário) para debater as reivindicações apresentadas no manifesto do movimento. Entretanto, a reunião não aconteceu.


“Hoje, o conselho é ocupado em sua maioria por empresários e integrantes do governo. Nossa proposta é que ele seja mais democrático, com maior participação de estudantes e movimentos sociais”, explica. As principais reivindicações do movimento são a redução imediata da tarifa das passagens, a concessão de passe-livre para estudantes e desempregados e a democratização do Conselho Tarifário.

As cenas de violência foram registradas pelo jornal Primeira Edição, da Rede Gazeta. Você pode assiti-lás no endereço:

http://gazetaonline.globo.com/index.php?id=/local/tv_gazeta/bomdiaes/index.php

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