Vigília exige o fim das violações dos direitos humanos no ES |
Na próxima segunda-feira, dia 15, a partir das 9h, diversas entidades e movimentos sociais estarão reunidos em vigília, em frente ao Palácio Anchieta, para pedir o fim das violações dos direitos humanos no sistema carcerário do Espírito Santo. O ato acontece simultaneamente à reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, na Suíça, que vai discutir a questão.
De acordo com Sueli de Freitas, Secretária Geral do Sindicato dos Jornalistas do ES, a ideia de realizar a vigília em paralelo com a reunião de Genebra é proposital. “Enquanto o Presidente do Conselho de Direitos Humanos do ES, Bruno Alves, estará na Suíça denunciando as mazelas das prisões capixabas, nós queremos mobilizar o maior número de pessoas aqui do Estado e chamar atenção para o que está acontecendo”, ressalta.
Para Gilmar Ferreira de Oliveira, Coordenador do CDDH da Serra e Secretário do Conselho Estadual dos Direitos Humanos do ES, esta é uma oportunidade única de mostrarmos pra todo o país, e também para as organizações internacionais, como a questão dos direitos humanos está fora dos limites no Governo Paulo Hartung. “Este é o governo das celas metálicas, da super lotação, dos esquartejamentos na prisão”, diz ele. Na avaliação de Gilmar, quando o assunto é direitos humanos, Paulo Hartung inovou para pior.
“Independentemente das questões ideológicas de um governo, é compromisso do Estado zelar pela dignidade da pessoa humana. O papel da sociedade civil compromissada com a democracia é conscientizar a todos que isso que está acontecendo não é uma coisa normal. Nós precisamos ter a capacidade de nos indignar”, finaliza.
A vigília que acontece na segunda-feira tem mais dois eixos principais. A luta pela liberdade de expressão no Estado e contra a criminalização dos movimentos sociais e da pobreza. Vale lembrar que no domingo passado, dia 7 de março, o jornal A Tribuna deixou de publicar a coluna do jornalista Elio Gaspari, que denunciava justamente as condições dos presídios capixabas no governo Paulo Hartung. Depois da repercussão nacional do fato, o jornal perdeu os direitos de publicação do colunista de A Folha de São Paulo.